Bacafá

Bacafá

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A grande arte.

Curioso livro de Rubem Fonseca. Curioso e complexo. Um thriller policial com várias histórias dentro da história. O advogado criminalista Mandrake no meio de um jogo de intrigas e no meio de um universo de dilemas, principalmente quando se trata de suas amadas mulheres.

Já tinha lido outras obras de Rubem Fonseca, mas essa foi a mais intrigante - pelo menos até agora - em especial pela mistura e cruzamento das rotas dos personagens que, num primeiro momento, nada parecem ter a ver uns com os outros.

Frases fora do contexto costumam não fazer muito sentido. Ainda assim, alguns trechos dos livros abaixo, que eu achei interessante.

"Realista?" Para mim esa palavra servia apenas para justificar o comodismo, as pequenas ações e omissões indignas que os homens cometiam diariamente.
........

As pessoas não sabem observar, não vêem o mundo em volta, são verdadeiros zumbis. Não existem duas pessoas iguais, não existem dois narizes iguais no mundo, mas você pensa que as testemunhas percebem?
........

Era um homem volúvel? Que importava?, a coerência não era uma virtude, era uma característica vegetal que eu não possuía, felizmente.
.......

O segundo trecho me lembrou A resistência, de Ernesto Sabato, que li recentemente e comentei aqui. Os outros nem parecem de um livro policial. Mas são. Aos pouco trago outras partes. Recomendo a leitura, para quem gosta de obras assim.

3 comentários:

jean mafra em minúsculas disse...

adoro esse livro. adoro o texto do rubem fonseca. que saudade, há anos não o leio.

acho que tu iria gostar de "e do meio do mundo prostituto, só amores deixei ao meu charuto", novela de 1998 (li assim que saiu, e de uma vez só, numa tarde de inverno).

abraço

Fred! disse...

Nunca li Rubem Fonseca, mas pretendo ler. O prblema não está na vontade, nem no que escolher. Mas, neste tempo lá fora, chove menos que chove aqui dentro/ Quando não é a alma que chora, é a labuta que consome o restante do tempo.

Raphael Rocha Lopes disse...

Jean, vou procurar.

Fred, meu amigo poeta, recomendo. Com chuva ou sem chuva, tem alguns aqui para o amigo.