Bacafá

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Falha genética.

Voltando ontem de Joinville, descobri uma falha genética na minha filha. Ela ligou seu MP4 ou qualquer coisa que o valha no som do carro. Até a oitava ou nona música nada de anormal. Entretanto, um som, não, não, um ruído estranho começou a varar os auto-falantes do bólido. Uma pseudo-música chamada Borboletas (ou algo ruim do gênero), com uma dupla sertaneja pseudo-universitária (alguém, afinal, pode me explicar o que é sertanejo universitário, pagode universitário ou forró universitário??? Seria, por acaso, uma versão muito piorada do que já é ruim?? Faço minha ressalva ao forró que, embora não saiba, até gosto de dançar) dessas famosas de hoje em dia (e se tudo der certo, efemeramente famosas).

Olhei pra minha filha e falei:

- Ih, Gabriela, que fim de festa, hein? Musiquinha ruim essa, minha filha! Pra quem sabe diferenciar as Estações de Vivaldi, gosta de MPB, escuta rock de várias vertentes e épocas, essa musiquinha aí é de doer, não acha?

- Não. O pai tem que se acostumar a gostar disso.

- Filha, a gente não se acostuma a gostar ou não gostar. Eu não gosto. Lá, quando a gente nasce, passamos por várias catracas. Eu pulei a catraca da breguice. Por isso não gosto e nunca vou gostar dessas músicas. Posso, no máximo, tolerar. Escuta bem. Até eu, que não sei tocar nada, conseguiria tocar essa melodia enfadonha aí. Escuta só, é só dedo pra cima e dedo pra baixo nessas cordas do sofrido violão.

- Pai, isso não é brega. Todo mundo escuta.

Nisso começou outra música. Tão ruim ou pior que aquela, se é que é possível. Não sei quem canta e nem qual é. Mas é ruim mesmo, não faz diferença. No mesmo estilo.

- Essa música, por exemplo, pai. Na festa da escola, todo mundo cantava. Menos eu.

- Sorte a sua. A única alma que salvou do diabo da breguice

(Os dois rimos).

- Nem é assim, pai. Nem é tão ruim assim.

- Há controvérsias. É brega demais. E mesmo que não seja brega. É ruim demais, chato demais, sem graça demais.

- Não é não. Eu gosto.

- Bom, que tal colocarmos no blog amanhã pra vermos se é ruim ou não?

- Ok, tenho certeza que vou vencer.

- Ok, eu não tenho certeza de nada.

13 comentários:

Janaína Elias Chiaradia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
giullianamaia disse...

A falha genética deve ser por conta dos Rocha ou Lopes. Da parte dos Maia não há esse tipo de coisa. A Gabi é tão inteligente quanto teimosa, esse é o problema. A porcaria da música é ruim, é péssima, assim como todas as outras dessa onde de Sertanejo Universitário (e não universitário). Democracia tem limite. Se fosse eu no carro: "Gabi, desliga isso, djá".

Mariana disse...

Gabiii, meu voto vai pra vc!!!
Raphael, minha dica pra vc é conhecer a música pra, da próxima vez, cantar junto com a Gabi.
Então, ai vai a letra pra vc poder cantar.
Beijos pra vcs

Borboletas
Victor e Leo
Composição: Victor Chaves

Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim

Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem

[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim

Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos,
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem

[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

Sempre voltam
E o seu jardim sou eu

Mariana disse...

Gabiii, meu voto vai pra vc!!!
Raphael, minha dica pra vc é conhecer a música pra, da próxima vez, cantar junto com a Gabi.
Então, ai vai a letra pra vc poder cantar.
Beijos pra vcs

Borboletas
Victor e Leo
Composição: Victor Chaves

Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim

Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem

[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim

Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos,
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem

[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

Sempre voltam
E o seu jardim sou eu

Klaus disse...

"sertanejo universitário, pagode universitário ou forró universitário" tem que ter nível superior para escutá-las?

Carina disse...

Hahahhahaha!
Sabe meu amigo, quando estive por aí na última vez também me deparei com esta "onda universitária", e nao tem como negar, isto é música sertaneja com novo nome. Desculpa, Gabizinha, mas voto com teu pai...

Lady Rosa Choque disse...

Ahhhhhhhhhhhh Raphaa
deixa de ser careta.
Gaabi to contiigo
:)
Beijinhos Di

Thiago Markiewicz disse...

Voto para a Gabii !!!!!!

A palavra brega me fez pensar no quanto o sertanejo universitário está difundido em nossa cultura. Será que os milhões de adeptos dessa cultura são bregas? Seriam nossos pais, avós ou tios bregas por escutarem sertanejo?

É importante lembrar que o sertanejo universitário tem como fonte a musica sertaneja no Brasil, musica essa que nossos pais escutavam até alguns anos atrás, que tem clássicos como Tonico e Tinoco, Milhonário e José Rico, Ataíde e Alexandre, César e Paulinho e por ai vai...

A musica sertaneja até a “americanização” do nosso país era o ritmo que mais se escutava. Vejo que SERTANEJO UNIVERSITÀRIO nada mais é do que a tentativa de resgatar a cultura brasileira que foi se deixando de lado durante alguns anos, em virtude da quantidades de ritmos importados que chegaram. Brega ou não, o sertanejo universitário faz parte da cultura nacional e apesar o sobrenome universitário, não podemos esquecer que é a nossa cultura que está em jogo.

Não sei Rafael que tipo de musica você gosta, mas acho que taxar de brega um pedaço da cultura brasileira não condiz com sua postura, e sei que você vai retratar isso no seu blog.

Um abraço

Rafa Vasel disse...

100% Sertanejo Universitário!

Gabi vamos pra Wood's em Balneário? Lá sim, você vai gostar!!! Só toca sertanejão...Ah, Raphael, esse convite não é para você! kkk

Alexandre disse...

O Giu... falha genetica nao vem da familia Lopes nao .. hehehehe... Se bem que tem o Vitor né, que de vez em quando aparece com um tipo de pagode....
Mas qto a discussao de quem ganha ou deixa de ganhar... sou da seguinte opniao... Tambem nao gosto destes estilos... Nao que a Gabi tenha que nao gostar. Se gostar.... hehehe... que decepçao em Rapha... hahahah... TO BRINCANDO.... bom.. se gostar.... bom... gostou. Mas vejamos o lado bom. Sabemos que é ecletica e que tem varios outros bons gostos. Agora acho que tem coisas que mesmo sem gostar temos que acabar aprendendo... vai dizer que nao aprendeu a dancar um tipo de musica ou escutar um outro para acompanhar alguem que gostasse....
A Gabi.. nao é porque os outros estao fazendo ou gostando que voce tem que fazer ou gostar tambem. Acho interessante, pois sabemos que voce sabe diferenciar as coisas que possam ser acompanhadas/feitas pelo fato de estar em uma turma. Mas tome cuidados para nao cair numa 'roubada'.

Raphael Rocha Lopes disse...

Mari, aprender a cantar isso? Não, né?

Klaus, não sei se pra escutar ou pra fazer as inteligentes músicas.

Carina, é isso aí!! hehe.

Diana, careta eu? kkkk

Thiago, acho, sim, que os milhões de pessoas que escutam são bregas e parte da nossa cultura também o é, na concepção pura da palavra. O que nossos avós e pais (não bem nossos, porque não lembro de ouvir meus pais ou avós escutarem esse tipo de música na minha infância) não era essa sombra de sertanejo que hoje se faz. Todos os artistas que vc citou faziam, sim, música. Hoje é uma imitação coletiva (e sem criatividade). Tanto que é tudo muito parecido, para não dizer igual. Só mudam os nomes das duplas, cada vez mais iguais, também. Digo mais, muitos dos mais antigos (nem todos, porque tinha uns bem ruinzinhos também) sabiam tocar e não só ficar passando os dedos pra cima e pra baixo nas cordas do violão.
Quanto à americanização, penso que o que se tem hoje é uma frustrada tentativa de "countrynização" do nosso sertanejo de raiz.
Da mesma forma, digo isso do pagode. O samba de raiz e mesmo o pagode original nem de longe se parecem com esse "chorogode" dor de corno de hoje. Tão chato quanto o sertanejo moderno.
E eu gosto de quase tudo no que diz respeito à música. E se me chamarem de brega por gostar de erudito, mpb, rock, tango, eletrônica e tantas outras, tudo bem. Afinal, gosto não se discute.

Rafa, querendo levar minha filha para o mau caminho?!

Alexandre, no final a Gabriela curte tudo e o que vale é a diversão!!

Tiogel Brog´s disse...

Ops!

Peraí, peraí, antes de mais nada quero dizer que há tempos a música sertaneja de raiz não é mais executada. E sim as variações do brega dos anos 70 (almir josé, amado batista, jesse e toda a patota do brega romântico).
Somente Chitãozinho e Xororó no início da carreira deram continuidade a música sertaneja de raiz que foi muito bem representada por: Sergio Reis, Pena Branca e Xavantinho, Tonico e Tinoco, Milionario e Zé Rico entre outros). O que se executa hj é uma espécie de Breganejo!
E agora com o termo Sertanejo Universitário? Isso não existe é um engôdo! e sou a favor do Rapha. Se os meus filhos ouvissem isso, gente, vamos ouvir coisas que acrescentem algo ao ser humano e não que elimine. Ok, diversão sim, mas tem muita coisa legaldivertida dançante, e ao mesmo tempo com conteudo. Não podemos ficar enfiando goela abaixo tudoo que a mídia apresenta como sucesso. é por isso que caras como Tim Maia foram embora dessa terrinha enjuriados. Chega de industria do sucesso, todo feito prontinho pra vender, mais e mais. Ah...mais é sucesso toca na rádio tá todo mundo ouvindo, Zé Ramalho já dizia, eehhh eohhh vida de gado! povo marcado ehh, povo feliz!

abraço Raphael

Anônimo disse...

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